Veja se a sua foto é inesquecível

Cientistas do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) desenvolveram uma ferramenta online que mede o quão marcante é uma imagem.

O algoritmo gera um mapa de calor que identifica quais partes de uma fotografia são mais notáveis – a cor vermelha indica que o local é mais memorizável, enquanto a azul aponta os pontos menos memorizáveis.

As pontuações do recurso são dadas a partir de uma escala que vai de 0 a 1. Uma pontuação acima de 0,9 significa que uma imagem é quase inesquecível, enquanto pontuações iguais ou abaixo de 0,8 indicam o contrário.

Em um teste feito pela EXAME.com, a imagem dos rostos de Angelina Jolie e Brad Pitt obteve pontuação de 0,814, enquanto a foto da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, teve uma pontuação de 0,91. A do vice-presidente Michel Temer também se mostrou altamente marcante com 0,903 pontos. Você pode fazer o teste com a sua própria imagem aqui.

Rosto de Dilma Rousseff: a presidente tem uma imagem extremamente memorizável

A pesquisa

Antes de criar o algoritmo, os pesquisadores realizaram uma série de testes para determinar como os seres humanos memorizam fotografias. Eles exibiram várias imagens, algumas repetidas, e pediram aos participantes para pressionar um botão toda vez que visualizassem uma foto que já tinham visto.

Foi a partir desses testes que os cientistas encontraram uma correlação de 0,68 pontos entre as respostas dos voluntários e a taxa real de repetição da imagem.

Após a fase de avaliação humana, a equipe do MIT criou o algoritmo utilizando uma rede neural convolucional (CNN, em inglês), um conjunto de neurônios artificiais concebidos a partir do arranjo de células neurais no córtex visual – a parte do cérebro que processa a informação visual.

Tais redes usam técnicas de “aprendizado profundo”, um campo da inteligência artificial que ensina os computadores a filtrarem um grande número de dados para encontrar padrões sem o auxílio de humanos. Isso significa que o algoritmo não precisa ser pré-programado.

Essa tecnologia já é utilizada na Siri, a assistente pessoal da Apple, e no recurso de auto marcação de imagens do Facebook.

Para realizar os testes de capacidade do recurso, os cientistas alimentaram o novo algoritmo com milhares de imagens. Cada uma delas recebeu uma “pontuação de memorização”, com base na pesquisa com seres humanos.

Desse modo, eles descobriram que a ferramenta foi capaz de alcançar uma correlação de classificação de 0,64 — ou seja, muito similar aos 0,68 pontos da capacidade de memorização humana.

Consequências do estudo

Além de provar a capacidade de assimilação do algoritmo, os cientistas identificaram quais características de uma fotografia são responsáveis ​​pela sua memorização. Por exemplo, eles descobriram que imagens de pessoas eram mais notáveis do que as de paisagens naturais.

No estudo, a equipe explicou que essa descoberta pode solucionar problemas do mundo real. “Entender o processo de memorização pode nos ajudar a criar sistemas para capturar as informações mais importantes, ou armazenar informações que os seres humanos irão esquecer”, disse Aditya Khosla, autora da pesquisa, em entrevista ao site Phys.Org.



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